quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Casa Pré-Fabricada


Abre teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.

Com carinho,
Deborah

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lápis de cor é design e amor

Coisa mais linda do mundo esse display de acrílico com 500 lápis de cor de nuances diferentes.
Uma verdadeira obra de arte na parede de casa.
Tô apaixonada, sério. Quero pegar minha caixa de lápis da Faber Castell que eu tenho desde a 4ª série e dar uma utilidade melhor pra ela! ;)




Lápis de cor é amor. Muito amor.

Daqui e daqui.

Com carinho,
Deborah

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mini Foods

Perfeitas essas miniaturas de comidas produzidas pela Fairchildart.
O que são esses cupcakes e macarrons?! Dá vontade de devorar todas essas coisicas lindas!









Via Zupi, é claro! ;)

Com carinho,
Deborah

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pode morder agora?!

Essa lindeza aí embaixo é o Rizden, um pequeno de apenas 1 ano "eleito" o mais bem vestido (e original) do Halloween deste ano nos States, segundo o site Huffington Post.
A mãe do senhorzinho Carl Fredricksen (o velhinho do filme UP Altas Aventuras) foi muito criativa e o resultado não podia ser mais fofo!



Papai do céu, é muito pedir um igual?! :)
Morri.

Com carinho,
Deborah


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sonhar e realizar

foto: shinysquirrel

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos,
terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles,
deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e
sentimentos para esse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, também terá que estudar no horário em
que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina ou da praia.
Terá que estudar enquanto os outros pescam...
A realização de um sonho depende de dedicação dirigida. Há muita gente que
espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não
tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores e
preguiçosos, pois:
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer
nada, encontra uma DESCULPA.

Roberto Shinyashiki

Um tapinha na cara. Pelo menos da minha. Super me identifiquei com esse texto! As vezes nos cobramos tanto por fazer metade dessas coisas...
Mas nosso sonho tá aí, esperando muito de nós para tomar forma e se transformar em algo concreto quando menos se espera! Afinal, isso é o combustível da vida né?! Sonhos, sonhos e mais sonhos...
Obrigada ao meu amigo e parceiro Evandro Santos pelo texto e ao querido Adilson Jorge, amigo da criatividade noturna!

Com carinho,
Deborah

domingo, 23 de outubro de 2011

Viver, simples assim!

"...Eu quero muita coisa, quero viver assim, desse jeito, intensamente, do meu jeito, quero ser a dona da historia, quero eu dar o passo, não quero que façam por mim. Estou aqui para conquistar meu espaço e o espaço é grande, é difícil, mas não impossível. Eu só quero viver, simples assim, leve como asas pra poder voar de um lugar para o outro e ter vocês na minha lembrança, eu quero a vida solta, sem medos, quero ter a certeza do que estou fazendo, para qual motivo, não gosto de nada vazio, nada em vão, e tenho esse mundo para preencher.... Eu só quero sentir o gosto da leveza...

por Iara Batoni, amiga querida, especial, estilista, poetisa nas horas vagas e que tem uma sede da vida e do mundo invejável de linda!

Com carinho,

Deborah

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ele, ela, eles

Achei esse texto perdido no facebook de alguém. A foto veio junto. Pode parecer bobinho e clichê, mas adorei os desejos tão simples e tão gostosos!

ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.

Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram, o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro…Que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando, a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo, materializada nele. Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

ELES estão por aí, sonhando um com o outro… Talvez ainda nem se conheçam, mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.
Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?

Com carinho,

Deborah

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Beatles com criatividade


Amigo jornalista, designer e viciado em Beatles. Quer combinação melhor?!
Mais coisas lindas como essa, aqui.

Com carinho,
Deborah

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meus 20 e poucos anos


"Eu não desisto
Assim tão fácil
Das coisas que
Eu quero fazer
E ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço
Seu valor
E eu só quero dessa vida
É ser feliz
Eu não abro mão..."

Eu quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos! Se pudesse, viveria tudo de novo e mais um pouco! Que o Homem lá em cima possa encher minha vida com ainda mais graça! Obrigada por todas as pessoas que fazem parte da minha história e que fazem do meu mundo um lugar melhor, mais belo e colorido!

Que assim seja sempre, Amém!

Com carinho,

Deborah



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tão complexo, tão simples

"Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz.É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso."
por Tati Bernardi


Tay, sua linda! Obrigada por ter tanta sensibilidade com meus sentimentos, mais do que eu mesma.

Com carinho,
Deborah

domingo, 9 de outubro de 2011

Think Different

Os desajustados.
Os rebeldes.
Os criadores de problemas.
As estacas redondas nos buracos quadrados.
Os que veêm as coisas de forma diferente.
Eles não gostam de regras.
E eles não têm respeito pelo status quo.
Você pode elogiá-los, discordar deles, citá-los, desacreditá-los, glorificá-los ou caluniá-los.
A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los.
Porque eles mudam as coisas.
Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam.
Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.
Eles empurram a raça humana pra frente.
Talvez eles tenham que ser loucos.
De que outra forma você pode olhar para uma tela vazia e ver uma obra de arte?
Ou sentar em silêncio e ouvir uma música que nunca foi escrita?
Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?
Nós fazemos ferramentas para estes tipos de pessoas.
Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios.
Porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são as que o transformam.

Tradução livre do texto narrado por Steve Jobs, para um comercial da Apple - 1997

Imagem: Jonathan Mak

Com carinho,
Deborah

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Felicidade de comercial de margarina

Por Daniela Arrais, jornalista e autora do blog Don't Touch my Moleschine para o YouPix

Todo mundo é feliz na internet. E que assim seja, porque se tem uma coisa que a rede mundial de computadores permite é que você edite sua vida.

Muita gente faz isso no mundo offline. A diferença é que, quando 500 pessoas atualizam seus status, você recebe uma avalanche de informação que não teria condições de acompanhar na vida real. É mais fácil ler toda sua timeline do que marcar encontro com cada um que posta ali.

O Facebook vira, então, um reality show – 24 horas por dia, sete dias por semana – de pessoas compartilhando suas vidas incríveis, bem-sucedidas, de viajantes do mundo que não passam por nenhum drama. Quase sempre a vida dos outros parece melhor do que a nossa.

É possível ser feliz o tempo todo? Todo mundo sabe que não. Mas ninguém se furta de pensar coisas do tipo: “Nossa, a vida de fulana é tão organizada. Ela, na minha idade, já tem casa, marido e filhos.” A internet é linda, mas causa uma ansiedade enorme na gente.

Talvez isso aconteça porque passar horas na internet cria um ciclo vicioso. Você está ali, sente necessidade de falar alguma coisa, de compartilhar uma música que seja. Faz isso, recebe um like, alguns comentários e já sente vontade de falar mais. No meio tempo, acompanha a vida dos outros como se fosse um Melrose Place…

Fico aqui pensando numa solução. E acho que parte dela ela está numa campanha por um mundo virtual mais real, com mais gente de verdade. Afinal, nem lá nem cá, talvez só na TV, as pessoas vivem num comercial de margarina, né?


Era tudo o que eu queria ler nessa segunda-feira! Dani e suas sutilezas diárias.

Sem saber o que escrever, fechei meu facebook.

Com carinho,

Deborah

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Projeto PARE


A correria caótica do nosso dia a dia faz com que as coisas passem despercebidas a nossa volta.
O caminho é o mesmo, o pensamento é um só.
O projeto PARE, como o próprio blog diz, tem o intuito de tornar o trânsito de Porto, Alegre (adorei o trocadilho!). Adesivos são colados nas placas PARE da cidade proporcionando momentos de reflexão numa pequena pausa do dia.




Adoro intervenções urbanas!
Na torcida que essa ideia se espalhe por todo o Brasil.

Com carinho,
Deborah

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ignorância

Não foi nenhum livro que eu li. Não foi nenhum filme que eu vi. Foi o que me foi dado a viver e o caminho, o único, o que encontrei para respirar. Foi a minha ignorância. Minha não pretensão, o meu não julgamento e uma lente de amor a distorcer (ou revelar?) a poesia. Antes de ser dúvida, já era texto, já era lido, já era. Arte por ser expressão legítima do que o coração gritava. E assim, inteira, absolvida pela ignorância, cometi a simplicidade de dizer o que sentia. Fiz, sem saber que a sinceridade era um atrevimento. E acho que vai ser sempre assim.

por Cristiana Guerra em para Francisco, o blog de inspirações para a (minha) vida!

Com carinho,
Deborah

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Altar particular

Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz

E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser

Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor

Altar Particular - Maria Gadu

Não vejo a hora de me debulhar em lágrimas!

Com carinho,
Deborah

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ray


Arte comemorativa linda e super original do meu querido (e agora publicitário) Marcel !
Salve Ray!

Com carinho,
Deborah

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Hitchcock repaginado

Depois de comprar um box bem feio de Alfred Hitchock, o designer inglês Ryan Tym decidiu criar suas próprias capas de DVD para os filmes.
Dá só uma olhada na pegada tipográfica do menino:


E aqui, as obras nas capinhas dos DVDs:



Muito melhor!
Achei essa ideia de customizar capa de DVD bem bacana e em alguns (muitos) casos, necessária!

Com carinho,
Deborah

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ah, o Rio!

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana...

Samba do Avião - Antonio Carlos Jobim

Eternamente a cidade maravilhosa!
Rio, só porque eu gosto de você, só porque tenho saudades dessa delicinha de viagem, só porque já já eu tô aí!

Com carinho,
Deborah

quinta-feira, 7 de julho de 2011

They Draw & Cook

Julho tá aí e com ele um friozinho de lascar e ressecar os lábios e de tomar banho sem hora pra sair do chuveiro (sorry Greenpeace e todos os órgãos protetores dos Banhos Demorados = Seus Filhos e Netos sem Água em 2085).
Mas o principal desse tempo é: COMER! Inverno é o tempo das delícias gastronômicas! Fondue, sopas, caldos, chocolate, cafés, chocolate, muitos doces, chocolate... =)

A gente se acaba e a consciência começa a pesar só em setembro, quando aposentamos os casacos e botas pra dar espaço ao chinelo havaiana e aquela blusa sem alça!
E foi papeando sobre guloseimas que descobri o They Draw & Cook, um site no qual ilustradores que gostam de cozinhar postam suas receitas em forma de DESENHO! Dá pra imaginar a mistura de cores e formas de diversas comidas em forma de ilustração?!
Tudo o que tá lá, é lindo de se viver! Tanto as receitas como os desenhos.
A vontade que eu tive na hora era de imprimir tudo e montar um caderno de receitas charmosinho e super original.
Por lá, até aquela receita de língua de boi + dobradinha ao molho funghi com especiarias do mediterrâneo fica boa!rs



Bon apetit!

Com carinho,
Deborah

PS: Ah, e pra quem tiver curiosidade, conheça também o They Draw & Travel!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mulher Pelada

Toda sexta-feira ele chegava, num Fiat bege, para buscar a mim e a minha irmã. Pequenininhos, nos encaixávamos nos programas do pai separado e boêmio. Adorávamos: nos bares em que nos levava, éramos paparicados por mulheres bonitas e cheirosas, que riam alto e usavam roupas engraçadas. (Só muito mais tarde fui descobrir que a esse tipo de mulheres dá-se o nome de “atrizes”). Pedíamos coca, fanta e sprite e misturávamos tudo. Meu pai nos deixava comer pastéis, frango à passarinho e todo tipo de besteira, mandando por água abaixo, em minutos, toda a educação nutricional que minha mãe havia imposto durante a semana, com muito esforço, brócolis, sorrisos e papaias.
Quando meu pai tinha alguma peça em cartaz, íamos ao teatro todo fim de semana. Lá pelos meus 5 anos, estreou a peça Besame Mucho. Era encenada no teatro Cultura Artística, em meio a casas de strip e outros estabelecimentos cheios de néons e mistério, que eu olhava fascinado. Chegava a sentir uma certa pena do meu pai: o teatro dele me parecia o ponto mais desanimado de toda a rua, ofuscado por fachadas de castelos medievais, onde portas espelhadas davam para corredores esfumaçados e coloridos.
Perguntei o que eram aqueles lugares e meu pai disse que eram bares. Mas por que eram tão diferentes dos outros, em que comíamos frango a passarinho com Guara-cola? Meu pai explicou-me que naqueles bares havia mulheres peladas. Como?! Por quê?! Do alto de minha meia década de existência, “mulher pelada” evocava a imagem de minha mãe ou irmã entrando ou saindo do banho, de toca na cabeça e toalha na mão. Não conseguia imaginar que razão levaria mulheres a comer pastéis sem roupa. Meu pai seguiu a explicação: homens que não tinham namorada pagavam para ver aquelas mulheres peladas. Imaginei uns caras tristes, barba por fazer, a preencher palavras-cruzadas e bebericar um chope, enquanto mães e irmãs nuas iam e vinham de chuveiros inexistentes. A coisa não fazia o menor sentido. Pedi para irmos a um deles. Meu pai disse que era proibido para crianças. Devia ser para evitar que víssemos aqueles homens tristes, perdidos entre néons e tocas de banho, pensei.
Só 20 anos depois atravessei um daqueles corredores. As mulheres eram bem diferentes do que havia imaginado na minha infância, mas os homens estavam lá, exatamente como eu os havia pintado.


Crônica de Antônio Prata, publicada no seu blog em 05 de maio e escrita para a Revista Capricho alguns anos atrás.

Com carinho,
Deborah

sexta-feira, 27 de maio de 2011

(C)oração





"Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa, cabe o meu AMOR!"

Oração - A Banda mais Bonita da Cidade

Foto e arte mais fofa do meu querido Evandro Santos.

Virou um fenômeno da internet e da crítica, eu sei. Mas tô num momento amor com essa música e banda!

Com carinho,

Deborah

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Feliz, simples assim!

Ultimamente escrevo mais o Etc do que o Eu nesse blog.
Introspectividade, eu acho. Acontece né. (rs)
Porém, hoje o post é pra contar que eu tô muito feliz, muito mesmo, e achei que devia compartilhar esse momento (que não é meu!) com o mundo.
Ontem acordei às 7h30 da matina como de costume, chorando. Me vesti chorando, fui até o trabalho chorando, cheguei no trabalho chorando, falei ao telefone chorando. O choro que rolava na minha cara amassada de sono e insônia era de felicidade. A Maria Eduarda nasceu.
Ela é sua filha, sobrinha, afilhada?! Não. Ela é apenas a filha de uma amiga muito querida.
Pode até parecer bobagem tanto melodrama, mas não é a toa.
A minha amizade com a mãe da Duda cresce ainda mais com o passar dos anos. A sua gravidez nos aproximou ainda mais e eu pude compartilhar o crescimento da barriga, a mudança de humor, as vontades de pizza, os pés inchados, a calma e a paciência e o amor por um serzinho que nem conhecíamos.
É, conhecíamos. Ontem, ao chegar na maternidade deparei-me com a recém nascida aconhegada aos braços da mãe, que com um sorriso me acolheu com lágrimas.
Em questão de segundos, vi um filme da nossa vida passar pela cabeça. A época de escola, as risadas, as longas conversas, o casamento e agora um nova vida gerada.
Como o tempo passa! E o melhor é perdê-lo com pessoas que possuem uma importância imensurável na nossa vida.
Ah, a Duda?! Ela é uma lindeza, cabeluda e daquele tamanhico todo já pensa que é gente!
Logo, logo ela irá estampar vários posts por aqui, e assim vocês me darão razão pra tanta emoção.

Com carinho,
Deborah

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vai um café aí?!




Com licença que agora eu vou tomar o meu! =)

Com carinho,

Deborah


PS: Se alguém souber os créditos das fotos, por favor avise!

Pausa

Meu blog foi preenchido por um grande vazio a quase dois meses. A cabeça borbulhando de trabalho, cousas, ideias e mais ideais me renderam uma boa pausa por aqui.

Se foi triste para alguns de vocês, meus queridos leitores, foi mais triste pra mim. Afinal, esse espaço foi criado para eu expor o que gosto, sinto e acredito, e não fazer isso constantemente me causou uma certa melancolia.

Saldo positivo: descobri mais uma coisinha a toa que me deixa feliz, escrever no blog!

Por isso, agora eu voltei com boas energias, mente criativa e vibrações super positivas, pra mim, pra você & etc.

Com carinho,

Deborah

quarta-feira, 9 de março de 2011

A alegria é um produto de mercado

O texto é extenso, mas garanto que a leitura será muito proveitosa.

A alegria é um produto de mercado – por Arnaldo Jabor para O Estadão

Está chegando o carnaval. Antigamente o carnaval vinha aos poucos, com as cigarras e o imenso verão, com as marchinhas de rádio que aprendíamos a cantar. Hoje, o carnaval se anuncia como um prenúncio de calamidade pública, uma “selva de epiléticos”, com massas se esmagando para provar nossa felicidade. A alegria natural do brasileiro foi transformada em produto.
Hoje em dia é proibido sofrer. Temos de “funcionar”, temos de rir, de gozar, de ser belos, magros, chiques, tesudos, em suma, temos de ter “qualidade total”, como os produtos. Para isso, há o Prozac, o Viagra, os “uppers”, os “downers”, senão nos encostam como mercadorias depreciadas.
O bode pós-moderno vem da insatisfação de estar aquém da felicidade prometida pela propaganda. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Ninguém quer ser “sujeito”, com limites, angústias; homens e mulheres querem ser mercadorias sedutoras, como BMWs, Ninjas Kawasaki. E aí, toma choque, toma pílula, toma tarja preta. Só nos resta essa felicidade vagabunda fetichizada em êxtases volúveis, famas de 15 minutos, “fast fucks”, “raves” sem rumo.
A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. “A depressão não é comercial”, lamentou um costureiro gay à beira do suicídio, mas que tinha de sorrir sempre, para não perder a freguesia.
O mercado nos satisfaz com rapidez sinistra: a voracidade, a tesão, o amor. E pensamos: Eu posso escolher o filme ou música que quiser, mas, nessa aparente liberdade, “quem” me pergunta o que eu quero? A interatividade é uma falsificação da liberdade, pois ignora meu direito de nada querer. Eu não quero nada. Não quero comprar nada, não quero saber nada, quero ficar deprimido em paz.
Acho que a depressão tem grande importância para a sabedoria; sem algum desencanto com a vida, sem um ceticismo crítico, ninguém chega a uma reflexão decente. O bobo alegre não filosofa pois, mesmo para louvar a alegria, é preciso incluir o gosto da tragédia. No pós-guerra, tivemos o existencialismo, a literatura com gênios como Beckett e Camus ou o teatro do absurdo, o homem entre o sim e o não, entre a vida e o nada.
Estava neste ponto do artigo, quando me chegou às mãos um artigo chamado Elogio da Melancolia, de Eric G. Wilson, da Universidade de Wake Forest. Veio a calhar. Com destreza acadêmica, ele aprofunda meus conceitos. Ele escreve:
“Estamos aniquilando a melancolia. Inventaram a ciência da felicidade. Livros de autoajuda, pílulas da alegria, tudo cria um “admirável mundo novo” sem bodes, felicidade sem penas. Isto é perigoso, pois anula uma parte essencial da vida: a tristeza.”
Ele continua:
“Não sou contra a alegria em geral, claro… Nem romantizo a depressão clínica, que exige tratamento. Mas, sinto que somos inebriados pela moda americana de felicidade. Podemos crer que estamos levando ótimas vidas livres, quando nos comportamos artificialmente como robôs, caindo no conto dos desgastados comportamentos “felizes”, nas convenções do contentamento. Enganados, perdemos o espantoso mistério do cosmo, sua treva luminosa, sua terrível beleza. O sonho americano de felicidade pode ser um pesadelo. O poeta John Keats morreu tuberculoso, em meio a brutais tragédias, mas nunca denunciou a vida. Transformou a desgraça em uma fonte vital de beleza. As coisas são belas, porque morrem – ele clamava. A rosa de porcelana não é tão bela como aquela que desmaia e fenece.”
Li também num texto de Adauto Novaes uma citação de Paul Valéry: “O que seria de nós sem o socorro do que não existe? Se uma sociedade elimina tudo que é vago ou irracional para entregar-se ao mensurável e ao verificável, ela poderia sobreviver? (…) tudo o que sabemos e tudo que podemos hoje acabou por opor-se ao que somos. A ordem exige a ação de presença de coisas ausentes”.
Ou seja – digo eu -, o que seria de nós sem as coisas vagas com que podemos sonhar?
A resposta a isso eu encontrei num texto de Vargas Llosa publicado no El País: “Palavras como “espírito, ideais, prazer, amor, solidariedade, arte, criação, alma, transcendência” significam ainda alguma coisa? (…) Antes, a razão de ser da cultura era dar resposta a esse tipo de perguntas, porém o que hoje entendemos por cultura está esvaziada por completo de semelhante responsabilidade. Hoje o que chamamos de cultura é um mecanismo que nos permite ignorar assuntos problemáticos; é uma forma de diversão ligeira para o grande público esquecer-se do que é sério, como uma fileira de cocaína ou férias de irrealidade.”
Aliás, este é o grande sonho do mercado: a satisfação completa do freguês. No entanto, a melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza. Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte. Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida. A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender a banalidade cotidiana e imaginar inéditas possibilidades de existência. Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo. Mas se permitimos que a melancolia floresça no coração, o universo, antes inanimado, ganha vida, subitamente. Regras finitas dissolvem-se diante de infinitas possibilidades. Mas, por que não aceitamos isso? Por que continuamos a desejar o inferno da satisfação total, a felicidade plena?
Por medo. Escondemo-nos atrás de sorrisos tensos porque temos medo de encarar a complexidade do mundo, seu mistério impreciso, suas terríveis belezas. Usamos uma máscara falsa, um disfarce para nos proteger deste abismo da existência. Mas, este abismo é nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida. A fragmentação é liberdade. É isso aí, bichos – como se dizia em tempos analógicos.

Você deve estar pensando: “Nossa, mas essa menina que escreve o blog é muito melancólica e infeliz”. Não. Apenas quero mostrar que você não é obrigado a ser a pessoa mais feliz do mundo todos os dias. A tristeza é natural e necessária. Um basta a comercialização de sorrisos e alegria barata! O importante é o sentimento de dentro pra fora, seja ele triste ou feliz.

Com carinho,

Deborah

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Comportamento Geral

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: "Muito obrigado"
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado

Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal

E um Fuscão no juízo final
Você merece, você merece

E diploma de bem comportado
Você merece, você merece

Esqueça que está desempregado
Você merece, você merece

Tudo vai bem, tudo legal

Comportamento Geral (Gonzaguinha)

Um pouco desiludida dessa vida bandida, mas tudo vai bem, tudo legal.

Com carinho,
Deborah

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Primo Basílio


"Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormenteinteressante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."

Eça de Queiroz em Primo Basílio
(recitado por Arnaldo Antunes na grudenta Amor I Love you da Marisa Monte)


Com carinho,
Deborah

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Caminho. Caminhando.


"O caminho, cada um terá que descobrí-lo por si.
Descobrirá, caminhando. Contudo, jamais seu caminhar será aleatório...
Caminhando saberá. Andando, o indivíduo configura o seu caminhar. Criando
formas, dentro de si e em redor de si. E assim, como na arte, o artista se
procura nas formas da imagem criada, nas formas do seu fazer, nas formas do seu
viver. Certamente, chegará a seu destino. Encontrando, saberá o que buscou."

Fayga Ostrower


Uma ode a minha querida Iara, que mesmo na dor ela consegue ser artista e ainda mais íntegra e vitoriosa! Eu me orgulho...


Com carinho,


Deborah

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sobre a falta de tempo que nos aproximou da gente

E eu agradeço por ter esse blog, para não mais guardar textos belos assim só pra mim.


Sobre a falta de tempo que nos aproximou da gente

Porque as distâncias eram grandes, escreviam-se cartas. Porque era preciso esperar as cartas, havia tempo. Porque havia tempo, falava-se de amor. Porque falava-se de amor, escreviam-se mais cartas.
E porque era preciso fazer as cartas chegarem mais rápido, construíam-se estradas. Estradas que nos levaram mais rápido ao futuro: encurtaram-se as distâncias.
E porque encurtaram-se as distâncias, aumentou o trabalho. E porque o trabalho aumentou, escasseou o tempo. E pela escassez de tempo, cessaram as cartas. E pela falta das cartas, recesso para o amor.
Porque o amor entrou em recesso, o avanço. E porque veio o avanço, criou-se a tal rede. E porque a rede se criou, encurtaram-se as distâncias. Até mesmo entre os amores. Até mesmo entre os tempos.
E no mundo contido dentro da rede, nasceram de novo as cartas. Agora instantâneas. Que, como aviõezinhos de papel, eram lançadas incessantemente de uma ponta a outra do mapa. Palavras, dores, saudades e sons percorriam num susto longas distâncias, para chegar aos ouvidos da outra ponta do mapa.
O mundo virou teia de cartas. Um emaranhado de dores e amores e gentes se vendo e ouvindo e dizendo em todas as línguas. Um mundo abraçando o mundo carente de cartas, caminhos, estradas e de andar a pé pra relembrar.
Virtuais, as cartas tornaram amores reais.
E a cada nova carta, um mundo de amor. A teia. E a cada novo mundo, mais cartas. E já não era possível desfazer os nós. E as pessoas deram-se as mãos, como antes não acontecia. E eram semelhantes as mãos que se davam, sem que a distância fosse empecilho. E era de mãos também a grande teia.
Mas, como o virtual brilhasse, o real perdeu sua força. Não mais se olharam as pessoas. O amor em recesso mais uma vez.
E como o recesso faz buracos, mais gente da ponta do mapa procurou gente da outra ponta. E do meio. E de um pedacinho ao sul ou ao norte. E as latitudes as mais diversas passaram a se olhar, como não mais os olhos se olhavam. E como as palavras de longe chegavam ao pé do ouvido, falou-se de perto. E porque de longe acendiam-se almas, encurtaram-se as distâncias.
Mas, um dia, de tanto viajarem as cartas, encurtando distâncias e mais distâncias, alguém olhou para o lado e descobriu a verdade.
O longe estava perto. O perto estava longe.
E assim a escassez de tempo nos aproximou da gente. A escassez do tempo nos disse verdades com sua voz rouca. E nos perguntamos se tudo isso fazia sentido. E choramos. E escrevemos novas cartas. E nos demos as mãos de verdade. E nos olhamos no olho. E redescobrimos o tempo.
E amamos. Não mais a escassez. Não mais o virtual. Não mais o longe.
E permanecem as cartas que vão e voltam. Mas o amor não entra mais em recesso.
por Cris Guerra


Com carinho,
Deborah

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

The Impossible Cool

Presley.
Warhol.

Pacino.

Monroe.

John.
Kerouac.

Loren.

Dilan.

Bardot.

Prefiro não comentar.
Com carinho e nostalgia,
Deborah