quinta-feira, 22 de abril de 2010

As melhores coisas do mundo


Semana passada, eu e meu fiel escudeiro e amigo Allan fomos ao cinema. No horário que chegamos, não nos restava boas opções. Mas, já estávamos lá e o único melhorzinho era o adolescente e brasileiro "As melhores coisas do Mundo", com o tal do filho do Fábio Jr. (que me desculpem as meninas, mas esse menino não tem beleza alguma!).

De coração, me surpreendi com o filme! Claro que ele é muuuito adolescente e trata de temáticas já conhecidas e manjadas por todos, mas, consegue cativar pelos diálogos espontâneos e bem característicos dos adolescentes de hoje. O personagem principal, Mano, um menino de 15 anos é quem comanda o enredo do filme e nos encanta muito! Atores como Denise Fraga, Paulo Vilhena, Caio Blat, junto a atores não tão mirins assim compõem o quadro para encarar os personagens.

A história se passa no típico cenário paulistano, com os jovens saindo da escola tradicional da cidade, tomando o ônibus cheio, em pé, eleições de grêmios, etc, etc, etc....Mas, o que me deixou intrigada no filme é a realidade que os adolescentes vivem hoje, totalmente oposta a que eu e muitos de vocês tiveram. Eles, com 14 e 15 anos, bebem aos fins de semana em um boteco, fumam narguile, enchem a cara, fazem lista de quantas meninas já beijaram, transam com putas, possuem pais homossexuais. Eu, nessa idade, malemá sabia beijar na boca, ainda brincava na rua, começava a escutar Legião, escrevia na agenda, morria de amores não correspondidos, por atores de novela...
Mas, por outro lado, eles possuem uma visão do mundo e das coisas muito mais ampla do que nós tivemos, e podem fazer boas - ou más - escolhas a partir disso.
A diretora, Laís Bodanzky mostra bem isso no filme em cenas de conflito do protagonista com ele mesmo, com a menina que gosta de Chico, com os alunos que querem revolucionar o mundo, o drama do pai gay, do irmão suicida...Talvez eu, com apenas 15 anos, vivia no meu mundinho fechado e inocente e aguardava esses meus 20 e poucos anos como se fossem uma eternidade!
Fica aqui a dica do filme. Sensibilizador!
Com carinho,

Deborah

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